Capitulo Primeiro | Contextualização Geral

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Memórias e História.

Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa

Capitulo Primeiro | Contextualização Geral.

A Federação de Lisboa: Como e porquê?

A Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa (FBDL) teve origem em 1975, resultando de uma profunda reestruturação verificada no seio da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), por consequência das transformações que a sociedade portuguesa sofreu após o 25 de Abril de 1974.

Antes, porém, sem qualquer tipo de vínculo mas com o mesmo princípio unificador e de apreciação de problemáticas comuns às Associações e Corpos de Bombeiros, já vinham tendo realização informal, a exemplo do verificado um pouco por todo o país, reunindo Direcções e Comandos, os Encontros de Bombeiros da Região Oeste. Aliás, historicamente, podemos considerá-los o embrião da FBDL e de outras congéneres que começaram a surgir através dessa mesma dinâmica.

Embora na actualidade a Federação seja uma entidade detentora de autonomia jurídica e financeira, com a qualidade de sócia colectiva da LBP, durante 30 anos funcionou como corpo social daquela Confederação.

Na verdade, os estatutos da Liga, aprovados em Congresso Extraordinário reunido nos dias 5 e 6 de Julho de 1975, no Palácio dos Congressos do Estoril, consagraram pela primeira vez a existência de Federações, estabelecendo o seguinte:

  • Os Associados efectivos de cada distrito ou correspondente circunscrição administrativa constituem-se em Federação, base de toda a organização e de todo o dinamismo interno da Liga.

As Federações têm autonomia própria, mas participam da personalidade jurídica da Confederação e regem-se por estes Estatutos e ainda pelos Regulamentos e normativas porventura aprovados em Plenários de Federação.

Os órgãos das Federações, cujo funcionamento, constituição e atribuições serão definidos nos respectivos Regulamentos, são, em princípio, o Plenário, a Direcção e o Conselho Fiscal.

Foi pois, neste contexto, que a FBDL iniciou a sua actividade, desde logo apoiada pela forte participação e apoio das Direcções e dos Comandos das então 52 Associações e Corpos de Bombeiros do distrito.

Primeiramente com o seu secretariado a funcionar no quartel-sede da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Lisbonenses, passou depois para a sede da Liga dos Bombeiros Portugueses, na Rua Barata Salgueiro, em Lisboa, de onde veio a sair fixando-se nas instalações do quartel-sede da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Queluz. De momento, encontra-se localizada no quartel-sede da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Póvoa de Santa Iria.

Sabendo imprimir um dinamismo muito próprio, cedo os seus responsáveis a tornaram uma voz reconhecida e ouvida no todo nacional, quer por representarem a Federação com maior número de estruturas agremiadas, quer, sobretudo, pela visão desassombrada sempre presente nas soluções perfilhadas para os grandes problemas do sector dos bombeiros.

Num tempo particularmente importante marcado pela reclamação de diferentes necessidades, tais como, “criação de órgãos de cúpula do socorrismo, correcta definição de atribuições e competências, manutenção e incremento do voluntariado, suficiente apoio financeiro do Estado e ou das autarquias locais, escola nacional do fogo, conveniente equipamento material e humano”, ficaram célebres sucessivos contributos apresentados pela Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, por exemplo, no âmbito dos trabalhos da novel Assembleia de Delegados, órgão também ele saído dos estatutos da Liga, de 1975.

De igual modo a memória colectiva regista as posições assumidas pelos Delegados da FBDL sobre assuntos pontuais que, por penalizaram profundamente a subsistência das Associações e Corpos de Bombeiros, mereceram, especial intervenção. A saber: “combustíveis, contribuições para a previdência, fogos florestais, impostos, vencimentos de empregados e similares”.

Nos últimos anos e na senda das mais antigas tradições da Federação, o que denota solidez e coerência institucionais, além de respeito por um complexo legado moral, merecem ser recordadas as incidências positivas de algumas medidas de força tomadas em nome da defesa dos superiores interesses dos bombeiros do distrito e de Portugal, designadamente, no plano das relações com o Instituto Nacional de Emergência Médica, do serviço de Transporte de Doentes Não Urgentes e do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais.

A história da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, que se confunde, em larga percentagem, com a própria história dos bombeiros portugueses dos últimos 40 anos, constitui uma trajectória de continuada iniciativa e perseverança, pontificada, fase após fase, pela inabalável e muito peculiar verticalidade dos seus dirigentes.

Face ao acima referido, diga-se também que a FBDL vem sendo, desde longa data, um verdadeiro manancial como escola e bolsa do dirigismo, não se podendo esquecer que dos seus órgãos sociais têm despontado muitos dos principais e mais bem sucedidos responsáveis pelos organismos máximos dos bombeiros portugueses, o que de sobremaneira a honra e prestigia!

(…)

Estrutura e acervo histórico:
Luís Miguel Baptista
Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FBDL
Edição: Rui Tomás/Comunicação FBDL