Distrito de Lisboa mobilizou 6 GRIF’s e uma EPCO …

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Distrito de Lisboa mobilizou 6 GRIF’s e uma EPCO durante o fim de semana!

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa em nota enviada ao Presidente da ANPC e ao CONAC apresentou o seu protesto por terem sido reduzidos os meios de combate aos incêndios florestais, quando o período crítico foi alargado até dia 15 de outubro

Exmos. Senhores,

O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta, foi prolongado até 15 de Outubro devido às condições meteorológicas, segundo uma portaria assinada pelo Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.

Este prolongamento não está relacionado com os meios de combate a incêndios florestais, cuja fase Charlie terminou no sábado, dia 30 de setembro, com a redução de meios no terreno a partir do dia 1 de outubro.

Os meios de combate foram reduzidos com a entrada da fase Delta, que termina a 31 de Outubro, sejam as equipas de bombeiros, viaturas ou meios aéreos.

Desde logo a Liga dos Bombeiros Portugueses, manifestou a sua preocupação relativamente à redução do número de meios, humanos e materiais, afetos ao combate aos incêndios florestais, alertando a ANPC para que tivesse em conta essa preocupação para além de qualquer tipo de medida economicista incompatível com os riscos que se fazem sentir, tal como refere o Comunicado do Secretário de Estado das Florestas, teremos “temperaturas com valores acima do que é padrão para a época, uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação e níveis muito elevados de valores acumulados de severidade meteorológica diária, fazem prever uma manutenção do risco de incêndios em níveis elevados”.

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa, comungou das preocupações da Liga dos Bombeiros Portugueses e numa tentativa de saber se a ANPC iria reforçar os meios de combate para o Distrito de Lisboa, para este período, ficou a saber que a decisão técnica e operacional da ANPC foi de não considerar como prioritário a atribuição de meios de reforço ao distrito de Lisboa.

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa, na ocasião manifestou o seu desagrado junto do Senhor CODIS de Lisboa, que não tendo qualquer responsabilidade na decisão técnica e operacional da ANPC, manifestou igualmente a sua preocupação, pois todos sabemos que o distrito de Lisboa é normalmente solicitado para enviar meios de reforço para os vários teatros de operações, sempre que a situação o exige.

Como sempre e numa articulação e colaboração mútua, quer o CDOS de Lisboa quer a Federação, reconheceram que pese embora esta injusta decisão da ANPC, as Associações Humanitárias de Bombeiros e os seus Corpos de Bombeiros, tudo fariam para ultrapassar as dificuldades que se colocassem e dentro do possível estariam disponíveis para ajudar onde fosse necessária a nossa presença, sem escamotear as dificuldades que naturalmente se nos colocavam face á diminuição do dispositivo.

Por tudo isto, a Federação de Lisboa, não podia deixar de publicamente protestar junto da ANPC pela injustificada decisão de não contemplar o distrito de Lisboa com o reforço de meios nesta Fase, e por outro lado enaltecer a disponibilidade demonstrada pelos Bombeiros do Distrito de Lisboa, que mesmo assim disseram presentes, e mobilizaram um considerável número de meios humanos e materiais, para as várias ocorrências no centro do país.

Neste fim de semana, o distrito de Lisboa, mobilizou para os vários teatros de operações, 6 GRIF’s (Grupo Reforço Incêndios Florestais) e uma EPCO (Equipa de Posto de Comando Operacional), num total de 65 veículos e 202 Bombeiros.

Reiteramos assim o nosso protesto junto da Autoridade Nacional de Proteção Civil, por terem reduzido os meios de combate aos incêndios, quando se antecipava um mês de risco, tal como infelizmente se está a verificar.

Uma palavra de gratidão e reconhecimento a todos os Bombeiros do Distrito de Lisboa e às suas Associações Humanitárias de Bombeiros, por mais uma vez dizerem PRESENTES!

Lisboa, 8 de outubro de 2017
Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa