Reunião do CNO | Conselho Nacional Operacional

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Reunião do CNO | Conselho Nacional Operacional

Reunião do Conselho Nacional Operacional

Decorreu no passado dia 13, no Quartel dos Bombeiros Voluntários da Batalha, a primeira reunião do CNO – Conselho Nacional Operacional.

A Federação de Lisboa esteve representada pelo Comandante Carlos Pereira, dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã.

De seguida e para conhecimento das nossas Federadas, apresentamos um resumo dos temas discutidos e das posições defendidas pelo nosso Conselheiro Nacional Operacional.

Ponto 1

SIRESP-GL

Foi explicado pelo Comandante Morais (representante da LBP) o seguinte: 11 formadores internos da ENB receberam formação da empresa do SIRESP-GL na sede da ENB, com o objectivo de formar todos os formadores externos da OPTEL.

O objectivo final deste procedimento, é o de fazer chegar a formação aos Corpos de Bombeiros de cada distrito, organizados pelas antigas zonas operacionais e assim, os mesmos poderem usufruir de uma ferramenta de georreferenciação de todos os rádios SIRESP. Foi ainda Lamentado, o facto da ANPC não estar muito interessada em disponibilizar o SIRESP-GL aos Corpos de Bombeiros.

Após a explicação, o Conselheiro Nacional Operacional, Carlos Pereira, interveio e questionou a LBP e a ENB se não seria melhor comunicar a todos os Corpos de Bombeiros,  informando-os da pretensão da destas duas entidades, de formar e fazer chegar esta ferramenta a todos os CBs, pois estão a ser distribuídas “passwords” aos formadores externos da ENB sem os Comandos e as Direções das Associações terem conhecimento.

Alertou que esta distribuição de acessos, sem autorização das entidades detentoras dos Corpos de Bombeiros, poderá vir a dar problemas entre os formadores, ENB e os CBs, concretamente por estarmos a falar de uma violação da privacidade de cada elemento de Comando e dos respetivos Corpos de Bombeiros.

Alertou também para o seguinte: O SIRESP- GL identifica também a localização de todas as antenas a nível nacional. É necessário alertar os formadores e utilizadores que esta informação deve ser restrita, pois estamos a falar de uma Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), rede esta utilizada por todas as forças de segurança e agentes de proteção civil, ficando fragilizada a segurança da rede SIRESP caso seja disponibilizada a georreferenciação das antenas SIRESP.

Ponto 2

Sistema de Gestão de Operações (SGO)

Foi transmitido a todos os conselheiros o seguinte: Tinha sido solicitado pela Secretaria de Estado ao conselho executivo da LBP uma analise e respetivas propostas de alteração ao projeto de alteração do SGO.

O Comandante Morais (representante da LBP), transmitiu que todas as propostas da LBP enviadas à Secretaria de Estado não tinham sido vertidas no despacho, logo não foram aceites.

A LBP não concordava com alguns pontos do SGO, dando como exemplo: A não inclusão das zonas operacionais, a criação de um artigo com a “Organização de um TO” etc…

Seguidamente o Conselheiro Nacional Operacional, Carlos Pereira, interveio perguntando a todos os presentes se tinham lido o despacho na integra e se o tinham analisado com rigor.

Foi sugerido pelo Conselheiro Carlos Pereira que o CNO, ou mesmo o Conselho Executivo da LBP colocasse algumas questões/sugestões à Secretaria de Estado, ou mesmo à ANPC, nomeadamente:

  1. Corrigir, ou mesmo retirar o número máximo de operacionais em cada Fase, fazer referência apenas aos números máximos dos grupos de combate, sectores e frentes por cada Fase.

Esta sugestão, deve-se ao facto de existir erros grosseiros nos totais de operacionais em casa fase do sistema;

  1. Transmitir que a figura do Coordenador do Posto de Comando não faz sentido com a atual organização do PCO, é apenas mais um elemento para complicar a organização/gestão do PCO;

Solicitar também, já que a figura existe no despacho, quem é que deve ser o Coordenador do Posto de Comando… quem é que a ANPC entende que deve assumir esta função…

  1. Solicitar esclarecimentos na passagem da Fase V para a Fase VI do SGO, nomeadamente quando o teatro das operações (TO) pode estar organizado até quatro (4) Frentes, cada uma das frentes com seis (6) Sectores, na Fase V e ao evoluir para a Fase VI são constituídas Áreas Municipais, desaparecendo as Frentes, sendo possível apenas (áreas municipais e até 6 sectores por área municipal)…

Em suma, estamos a falar de um sistema evolutivo, um sistema de organização das forças intervenientes na operação de socorro, não compreendendo este Conselheiro Nacional, que tem apenas uma ideia de Organização de Postos de Comando… Como é que ao passar da Fase V para a Fase VI desaparece as possíveis quatro (4) frentes com possivelmente vinte e quatro (24) sectores, para passar a existir uma determinada Área Municipal com apenas seis (6) Sectores, conforme alinha b) do nº 2 do artigo 42º do referido Despacho…

O que se faz nesta evolução/passagem de Fase… desmobiliza-se os restantes 18 Sectores?

  1. Por último, e em virtude da implementação de uma Área Municipal com o apoio de um Posto de Comando de Área, onde o Comandante de Área Municipal assegura a coordenação institucional com a Autoridade Municipal de Proteção Civil (Ex: Sr. Presidente de Câmara do concelho afetado) garantindo a articulação com o PCO “PCO Principal”.

Nesse sentido, porque estamos a falar de uma autoridade politica no Posto de Comando de Área Municipal, com quem esta autoridade Politica articula no “PCO Principal”… visto que apenas se faz referência a quem assume o COS (CONAC, 2º CONAC ou CADIS)… existindo assim, alguns constrangimentos institucionais… Dando origem, “A cada um puxar… brasa à sua sardinha”. 

Ponto 3

Outros assuntos interesse

Para terminar a sua intervenção, o Conselheiro Nacional Carlos Pereira, referiu que era apenas uma critica construtiva, pediu ao representante da LBP que transmitisse ao responsável pelo Jornal da Liga, para que se efectuasse uma revisão ao Jornal da Liga antes da sua impressão, estando em causa a imagem dos Bombeiros Portugueses.

O conselheiro referia-se à fotografia que enche a página principal do Jornal da LBP, a mesma, exibe uma formatura com vários elementos a marchar com o passo trocado, deixando uma imagem negativa dos nossos Bombeiros Portugueses. 

Reportagem FBDL | Comunicação